27 de mar de 2012

Bolsistas dos quatro campi participam do IV Seminário Integrador do Pibid e II Seminário do Programa Tutoria.



O vice-reitor no exercício da reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francisco Souto, participou hoje (27) de manhã da solenidade de abertura do IV Seminário Integrador do Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e II Seminário do Programa Tutoria, no Hotel Fazenda de Mato Grosso, na Capital. A conferência de abertura “Quem é o nosso interlocutor na contemporaneidade?” foi ministrada pela professora Lúcia Helena Vendrúsculo Possari, do Instituto de Linguagens (IL/UFMT). 
O evento reúne cerca de 300 participantes dos campi de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e do Araguaia. Serão dois dias de atividades, com apresentação de pôsteres dos programas Pibid e Tutoria, reuniões de trabalho com os coordenadores de área e supervisores Pibid e com os professores tutores do programa Tutoria e palestras sobre ciclo de forma humana e o ensino médio no Estado de Mato Grosso.
“São os programas mais estimados” afirmou o vice-reitor Francisco Souto ao destacar o papel dos dois programas no aperfeiçoamento do conhecimento e na valorização do professor. Falou do esforço do Pibid para resgatar a importância do professor e do prazer de dar aula. “Sem professor não vamos formar engenheiros e médicos que o país precisa”, disse. “Se não melhorar a base não vamos chegar ao topo”, completou. Para ele, as licenciaturas são um dos principais dramas que o país enfrentar. Considerou ainda a educação “o hiato do Brasil com as grandes nações”. 
A gestora de Formação da Secretaria de Estado d e Educação (Seduc/MT), Izolda Strentzke, também ressaltou o papel do Pibid na formação dos futuros professores, pois os acadêmicos “vão para dentro das escolas públicas e percebem o funcionamento e a verdadeira problemática” das unidades escolares. “Aqui é o momento dos questionamentos da educação como um direito social”, afirmou.
Desafio - A coordenadora de Programas de Formação Docente de Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) e coordenadora institucional do Pibid, Irene Cristina de Mello, falou dos avanços dos dois programas na UFMT. Criado em 2008, o Pibid saltou de seis subprojetos e cerca de 70 bolsistas para 14 subprojetos em 2009. Atualmente, 24 das 32 licenciaturas da UFMT participam do Pibid com cerca de 200 bolsistas, nos quatro campi.
Até julho de 2013, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pretende chegar à marca de 100 mil bolsas no país. Para Irene Melo, o grande desafio agora, mais do nunca, é com a qualidade. O programa tem outra visão da educação básica. “É um outro nível de respeito e compromisso com a escola pública”, disse ao explicar que o Pibid veio para oxigenar as licenciaturas no país e a formação de professores, pois o foco é a iniciação da formação à docência.
O programa Tutoria é recente, mas tem algo de inovador, explicou Irene Melo ao falar da preocupação com a iniciação à docência. Além de auxiliar na formação dos novos professores, é um modo de garantir a permanência dos acadêmicos na universidade. O programa permite ainda a formação continuada dos professores, a troca de experiência e de saberes. Além de compartilhar os saberes, os seminários possibilitam a avaliação e avançar para ter programas de qualidade na UFMT. “O importante é fazer um trabalho de qualidade”, frisou.
Ao dar as boas-vindas “às famílias Pibid e Tutoria”, a coordenadora institucional do Pibid, edital 2011, Luzia Aparecida Palaro, ressaltou o papel do evento na troca de ideias e de experiências e para fortalecer o trabalho do ano todo.
Para o formando do curso de Filosofia, campus de Cuiabá, Inácio Rodrigues dos Anjos, além da troca de experiência e de conhecimento, o seminário integrador permite ter noção do momento atual da universidade e da educação como todo.´
A acadêmica Josilaine Fátima M. C. P. Melo, 8º semestre do curso de matemática do campus de Rondonópolis, participa há dois anos do Pibid. Segundo ela, foi a partir do programa que percebeu a deficiência no ensino . “A realidade é um pouco distante da universidade”, descreve. Para Josilaine Melo, o Pibid auxiliou nos estudos de conceitos básicos e, inclusive, com reflexos até no histórico escolar.

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