21 de mai de 2012

E se um professor decidir ministrar aula durante o período de greve?



O Comando Local de Greve já comunicou oficialmente a reitoria da decisão da Assembleia Geral sobre a greve e encaminhou solicitação ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) requisitando a suspensão do calendário acadêmico durante o período. A decisão será tomada na próxima reunião do CONSEPE, a ser realizada na segunda-feira, 28.


Dessa maneira, mesmo que um ou outro professor insista em dar aula, fica formalmente determinado que não pode haver uma "confusão" no calendário acadêmico, o que provocaria uma situação anti-isonômica.

Consequentemente, as atividades acadêmicas ficam suspensas oficialmente. Quem insistir em promovê-las deve ter seu trabalho desconsiderado já que as aulas deverão ser repostas da mesma maneira. Da mesma forma, atribuir falta aos alunos é inócuo e, como são reconhecidos casos anteriores, os estudantes que se sentirem prejudicados podem recorrer às instâncias superiores e reaver suas presenças ou provas aplicadas no período. 

Contudo, o que há por trás desse debate supera as legalidades. Cabe aos estudantes insistir com seus professores que participem das atividades da greve e das Assembleias, ponderando que as conquistas do movimento se estenderão a todos, incluindo técnicos e estudantes, que terão melhores condições de trabalho e aprendizagem. As reinvindicações locais incluem a melhoria da estrutura de laboratórios e salas de aula, o que mostra que o que Movimento Docente pede vai muito além do aumento do salário e da reestruturação do plano de carreira.

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